A Queda

A Queda

O Reino Dividido, o Exílio e a Fidelidade de Deus

O quinto livro da série A Aliança narra o período mais doloroso e mais profético da história de Israel. Tudo começou com uma divisão. Roboão, filho de Salomão, recusou aliviar o jugo do povo. Dez tribos se separaram sob Jeroboão. O reino unificado de Davi e Salomão partiu-se como um pano rasgado. Israel ao norte, com seus reis maus e bezerros de ouro. Judá ao sul, com Jerusalém e o templo, mas também com reis que se desviaram. Os profetas surgiram como vozes de fogo num mundo de trevas. Elias enfrentou os profetas de Baal no Monte Carmelo e viu fogo descer do céu. Eliseu multiplicou azeite e ressuscitou mortos. Amós denunciou a injustiça social. Oseias viveu a dor de Deus traído por sua noiva. Isaías viu o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono — "Santo, santo, santo." Jeremias chorou lágrimas que pareciam nunca secar enquanto via Jerusalém caminhar para a destruição. Ezequiel viu a glória de Deus deixar o templo — a shekiná partindo porque o povo a expulsara. Babilônia veio. Nabucodonosor cercou Jerusalém, queimou o templo, derrubou as muralhas. O povo foi levado cativo. Os salmos de Sião pendurados nos salgueiros. Mas no exílio, Deus não abandonou os seus. Daniel interpretou sonhos e sobreviveu à cova dos leões. Sadraque, Mesaque e Abednego andaram na fornalha com um quarto homem. E Jeremias, o profeta que tanto chorou, escreveu a promessa mais doce: "Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, pensamentos de paz." A queda não foi o fim. Foi o início da promessa de restauração. No meio da noite mais escura, a estrela da manhã já começava a brilhar.

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Obras de Wagner Oliveira | Teologia e Escatologia