A Restauração de Israel e a Reconstrução do Templo
Setenta anos se passaram. Exatamente como Jeremias profetizara. O cativeiro babilônico parecia o fim — mas era apenas o cumprimento de uma promessa. O Retorno mostra que Deus não abandona o que começou. O profeta Daniel, já idoso, orava com os olhos voltados para Jerusalém quando a profecia de Jeremias se cumpriu: o tempo do exílio havia terminado. Ciro, o rei persa que conquistara a Babilônia, emitiu um decreto extraordinário: "O Senhor Deus de Israel me deu todos os reinos da terra e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém. Quem dentre vós for do seu povo, suba." Zorobabel liderou a primeira leva de exilados de volta a Jerusalém. O altar foi reconstruído. Os sacrifícios recomeçaram. O templo foi edificado entre oposição e lágrimas. Quando o fundamento foi lançado, os velhos que viram o templo de Salomão choraram — era menor, mais simples. Mas os jovens gritaram de alegria. A glória não estava nas pedras — estava na presença de Deus que voltava a habitar no meio do seu povo. Enquanto o templo era reconstruído em Jerusalém, nos bastidores do palácio de Susã, uma história extraordinária acontecia. Ester, uma judia órfã criada por seu primo Mardoqueu, tornou-se rainha da Pérsia. Quando um decreto de extermínio foi assinado contra os judeus, ela arriscou a vida entrando na presença do rei sem ser chamada. "Se perecer, pereci." Seu povo foi salvo. A Festa do Purim foi estabelecida. Esdras, o escriba, chegou depois com a lei do Senhor nas mãos. Leu-a diante do povo, e eles choraram. "Não choreis", disse Esdras. "A alegria do Senhor é a vossa força." Neemias, o copeiro do rei, recebeu permissão para reconstruir as muralhas de Jerusalém. Trabalhou com uma mão na espada e outra na colher de pedreiro. Em cinquenta e dois dias, os muros estavam de pé. A Festa dos Tabernáculos foi celebrada como não se celebrava desde os dias de Josué. O povo construiu cabanas, tocou ramos, cantou salmos. A alegria do Senhor encheu Jerusalém mais uma vez. O exílio não era o fim. O retorno era a prova de que Deus cumpre o que promete. O diário da Aliança continuava sendo escrito. E a espera pelo Messias continuava.
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