Os 400 Anos de Silêncio e a Espera do Messias
O sétimo e último livro da série A Aliança começa onde Malaquias parou: com a promessa de que Elias viria antes do grande dia do Senhor. E então — silêncio. Quatrocentos anos de silêncio profético entre o Antigo e o Novo Testamento. O templo estava de pé, mas a glória tinha partido. O Santo dos Santos estava vazio. A arca da aliança havia desaparecido. Os sacerdotes serviam, os sacrifícios eram oferecidos, o incenso subia — mas era como um corpo sem alma. Deus estava calado. O mundo mudou radicalmente naqueles quatro séculos. Alexandre, o Grande, conquistou o mundo conhecido em doze anos. Sua língua — o grego — tornou-se o idioma comum que permitiria ao Evangelho cruzar fronteiras. A Septuaginta, a tradução grega do Antigo Testamento, foi escrita no Egito. Deus preparava o mundo para a mensagem que seria pregada a todas as nações. Antíoco Epifânio profanou o templo, ergueu uma estátua de Zeus no altar e sacrificou um porco no Santo dos Santos. Os Macabeus se levantaram. Judas Macabeu reconquistou Jerusalém e purificou o templo. A Festa da Dedicação — Hanucá — nasceu daquele milagre. Mas os descendentes dos heróis se corromperam. Roma conquistou Israel. Herodes, o idumeu, governou com mão violenta e construiu um templo magnífico para agradar os judeus. No meio de tudo, um remanescente fiel guardava a chama. Simeão esperava a consolação de Israel. Ana servia a Deus com jejuns e orações. Zacarias e Isabel eram justos diante de Deus. E numa tarde comum, enquanto o incenso subia no templo, um anjo apareceu a um sacerdote idoso. — Não temas, Zacarias. Tua oração foi ouvida. Isabel te dará um filho. E lhe porás o nome de João. Não era mais silêncio. O Verbo estava prestes a se fazer carne. O diário da Aliança fechou-se para sempre. Mas uma nova história estava prestes a começar.
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